21 de outubro de 2011

Um Místico Sufi


"Eu não parei de nadar nos mares do Amor, subindo com as ondas,
descendo depois, tão logo as ondas me sustentavam, tão logo elas me afundavam. Por fim o Amor me levou até onde em alto mar já não havia movimentos ondulantes.

Então gritei:

"Oh! Tu, de quem não saberia proferir o Nome nem contrariar jamais Sua Reserva,
faz com que minha alma evite que Te tornes um juiz injusto pois não era isso que pertencia a nosso pacto"!

"Como âmbar junto ao almíscar, teu espírito se mesclou junto com o meu espírito; tudo que te alcança também me alcança; por isso tu és eu e nada nos separa".

Perguntaram a Hallaj: "Como você define o amor ?"

Ele respondeu: "Amar é interiorizar as qualidades do Amado para fecundar as qualidades do amante.(...) É ficares de pé, junto à pessoa amada e te sentires privado de tuas qualidades e conformando teu ser ao Ser Amado".

"Na minha pupila tua imagem
Em meus lábios tua memória
Se moras em meu coração
Onde é que te ocultas ?"

"Al Hallaj diz:

O véu ? É uma cortina interposta entre o que procura e o seu objeto, entre o noviço e o seu desejo, entre o atirador e seu alvo. Devemos esperar que os véus só existam para as criaturas, não para o Criador. Não é Deus que usa um véu, mas as criaturas".

LúKháyyám
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