31 de agosto de 2011

Vivendo o Paradoxo do Humano


Vivemos o grande paradoxo do humano. De um lado, pessoas que vivem do imediatismo, da satisfação fácil de seus desejos, de consumo, sexo como prazer, da vida que precisa levar vantagens, da não aceitação de frustrações de qualquer tipo... do outro lado, pessoas que buscam um auto conhecimento de si mesmas, do mundo, a  busca pelo equilíbrio, por uma espiritualidade que as contate com a natureza, com o planeta, com os mistérios de uma ordem  universal.
De um lado, pessoas com enorme vazio interior, desconectadas de sua profundidade, estranhos a si mesmo, preocupadas com a sua aparência, sua  auto estima narcísica, conquistar dinheiro,  posições, controle, poder sobre outros, adultos infantilizados, que se comportam de maneira bizarra em busca de um corpo idealizado pela cultura para se sentirem vivos, são meros  fantoches, escravos da mídia, da comida, da aparência, propagadores de todo tipo de transtornos psiquiátricos, que enriquecem indústrias sem escrúpulo e respeito ao humano ... do outro lado, pessoas que se colocam a prova de viverem o lado sombrio que desconhecem em si mesmo, aceitam a fragilidade de serem humanos, buscando em cada experiencia de vida um crescimento e maior entendimento sobre os desafios que a vida promove em suas vidas e  ao seu redor, praticam a paciencia e humildade diariamente na busca de vencer o medo  do que desconhecem e encontrar um verdadeiro e conciente  sentido de viver.
Nunca foi possível verificar de maneira tão clara esse divisor de águas entre os seres humanos: De um lado o humano fútil, oco, vazio, aterrorizado pelo medo de se auto conhecer, vive no superficial, ignorante sobre o significado da vida, e do outro lado, o humano em transformação constante, um buscador de sabedoria, ciente de seu lado puro e de sombra, na busca da integração de seu todo, vencendo  e produzindo uma jornada heroíca, adquirindo uma  consciencia maior, vivenciando a natureza de sua  criatividade interior diante de tantos obstáculos, atuando e participando  com  sua responsabilidade sobre seus pensamentos e ações, sabendo  que ele como parte do todo, é também um observador que interfere no mundo, podendo promover mudanças para criar  um futuro amanhã, do qual todos usufruam  de maneira positiva e possa deixar quando partir sua marca pessoal como lembrança a todos aqueles que passaram em sua vida.
LúKhayyám
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