4 de janeiro de 2017


Que este Ano de 2017 as pessoas tenham como seu principal pedido, crescer em consciência, melhorar a si mesma, mudando suas atitudes, pensamentos e crenças na relação consigo mesmo. Esse é o maior trabalho que precisamos constantemente construir e tomar consciência de quem somos verdadeiramente, de assumir nossa "vocação", "chamado" - uma participação consciente.
É na busca de si mesmo, que encontraremos respostas, caminhos que ainda faltam percorrer. A busca de sentido para uma vida muda diante de nossas experiências, não é água estável, precisa fluir como as águas do rio, como as mudanças das estações, é aceitar que a vida flui e independe de nosso controle. A maior obra que podemos realizar é alcançar o topo de nosso Himalaia, a busca de "Auto-realização", enfrentando os desafios durante a jornada, aprender a subir, cair, conhecer as dificuldades, os perigos no caminho que muitas vezes são de nossa própria natureza e não de nossas projeções que insistimos em afirmar!
As dificuldades tem como objetivo, o nosso verdadeiro aprendizado em romper com nossas intenções e expectativas pessoais, buscando crescimento com possibilidades, na descoberta de nossa capacidade criativa interior para tornar o caminho realizável.
 Não é só de provas e ou provações que consiste essa subida para alcançarmos nosso Himalaia, durante os caminhos que percorremos encontraremos nossa beleza ímpar, capacidades desconhecidas, como perseverança, confiança, paciência, tenacidade, humildade e firmeza interior. Aprenderemos a respeitar nossos limites, nossa força, deixando para trás atitudes que nos desviam, atrasam como a tentativa de estar no controle das coisas, da vida e de pessoas.
A vida tem um propósito, um objetivo para cada pessoa, em conduzir a uma emancipação pessoal em relação ao coletivo, um caminho individual natural - de se tornar o que sempre foi, uma jornada pessoal intransferível.
Finalizo minha mensagem para este novo Ano de 2017 com palavras de Carl Gustav Jung: "Cada indivíduo necessita ir ao encontro de seu chamado pessoal, de sua vocação, ao qual chamei de “visão mística” da psique: O que, no final, induz o homem a seguir seu próprio caminho e elevar-se da identidade inconsciente com a massa como de uma névoa envolvente? Não é a mãe da necessidade, pois muitos a tem e todos se refugiam na convenção. Não é a decisão moral, pois de cada dez vezes, nove também optamos pela convenção. O que é, então, que inexoravelmente inclina a balança para o lado do extraordinário? É o que o é comumente denominado vocação: um fator irracional que destina o homem a emancipar-se do rebanho e de suas trilhas gastas. A verdadeira personalidade é sempre uma vocação e nela confia como em Deus… Mas a vocação age como uma lei de Deus, da qual não ha escapatória… é preciso que ele obedeça a sua própria lei, como se houvesse um Daemon "Um Anjo" sussurrando a respeito de novos e maravilhosos caminhos. Qualquer pessoa que tem uma vocação ouve a voz do homem interior, ela é chamada.”
Luciana Magalhães - Quarta- Feira, 04 de Janeiro de 2017.
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