3 de agosto de 2014

Vocação como Destino



"O que, no final, induz o homem a seguir seu próprio caminho e elevar-se da identidade inconsciente com a massa como de uma névoa envolvente? Não é a necessidade, pois muitos a têm, e todos se refugiam na convenção. Não é a decisão moral, pois de cada dez vezes, nove também optamos pela convenção. O que é, então, que inexoravelmente inclina a balança para o lado do extraordinário? É o que é comumente denominado vocação: um fator irracional que destina o homem a emancipar-se do rebanho e de suas trilhas gastas. A verdadeira personalidade é sempre uma vocação, e nela confia como em Deus... Mas a vocação age como uma lei de Deus, da qual não há escapatória... É preciso que ele obedeça à sua própria lei, como se houvesse um daemon sussurrando a respeito de novos e maravilhosos caminhos. Qualquer pessoa que tenha uma vocação ouve a voz do homem interior: ela é chamada."
Carl Gustav Jung
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