18 de dezembro de 2011

Amor Eterno




Te amei de tantas maneiras e de tantas formas, de vida em vida,
de época em época, Sempre...
Meu coração enfeitiçado fez uma e outras vezes um colar de canções
que tomas-te como um presente e usaste em torno de teu pescoço,
Do teu jeito e de tantas formas, de vida em vida, de época em época, Sempre...
Onde quer que escute as velhas histórias de amor, sua antiga dor
e esse velho conto de estar juntos ou separados,
me detenho e uma vez ou outra, olho o passado e ao final de tudo,
Emerge você, revestida com a luz de uma estrela polar trespassando a
escuridão do tempo, e deste modo te convertes em uma imagem
que recordarei para sempre.
Tu e eu flutuamos ali, na corrente que flui de um coração cheio de amor,
um pelo outro.
Jogamos o amor ao lado de milhões de amantes, compartilhamos a tímida
doçura do primeiro encontro,
As mesmas lágrimas de angustia em cada despedida.
O velho amor, que se renova uma ou outra vez, Sempre...
Hoje este amor está a teus pés, encontrou sua morada em ti.
Esse amor, o amor cotidiano de todos os homens, o amor do passado,
o amor de Sempre...
O regozijo universal, a dor universal, a mesma vida, a memória de todos amores,
as canções de todos os poetas do passado e de Sempre...
Se fundem neste Amor que é o nosso.

Rabindranath Tagore

LúKhayyám
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