11 de setembro de 2011

Amarras

 
A Astrologia é a minha base para o entendimento de muitas questões da vida e do humano, comecei a estudar ainda na minha adolescência e depois veio com o tempo a Mitologia, Alquimia , Psicologia,  áreas holísticas que compreendem  a vida de uma forma integrada, uma forma circular de usar o pensamento para a compreensão de mundo.
Estava comentando no blog de uma pessoa que conheço sobre uma historia que ele citou: "que descreve uma brincadeira de infância, dessas de Natal ou de Páscoa, onde as crianças recebiam um longo fio, cheio de nós, amarrados em árvores, pedras e arames. A tarefa de cada criança era a de ir desatando esses nós, um por um, até chegar ao fim da trilha desse fio" ... Essa historia sobre o fio com vários "nós" que precisamos desatar ao longo do tempo, "nós", representando as dificuldades que vivenciamos e me fez lembrar de uma imagem de um ser mitológico que vi durante uma aula de Alquimia : a imagem de um homem muito velho "um eremita", sua veste era toda feita de "nós", representação do Deus Ogmios (celta) representa a eloquência, e de sua boca saem correntes que se prendem aos ouvidos das pessoas, e faz  uma relação com o Coagulatio, na Alquimia ( é estar num estado prisioneiro de uma forma), a matéria nada mais é que energia coagulada como a vida se apresenta, viver é isso, Alquimia : dissolver e coagular. Na psicologia a idéia de coagulação é o "nó", só com crises e mortes é possível desfazer os nós. Na Astrologia a estrela Algol no mapa, encontrada na constelação de Perseu à 26 graus do signo de Touro (representa a causa de fixação, energia parada)... é Perseu que consegue  derrotar o olhar petrificante, paralisante da  Medusa.  A Coagulação é como o Nó, “nós” que paralisam a nossa circulação sanguínea e nossas energias psíquicas, indo mais além, representam também  nossos desejos que nos coagulam, nossas  emoções , e hábitos que se fixam e nos impedem de fluir. Desatar cada um destes “nós” é  permitir que a  energia flua... leva-se muito tempo para desfazer esses "nós", precisamos da umidade da Deusa Afrodite ( o sentimento, o amor priemiramente para conosco e depois no dar-se aos outros), e sabemos bem ,  que esse é um trabalho árduo, uma jornada heróica como propõe Joseph Campbell,  um trabalho que muitos talvez “julguem” como coisa de gente problemática, louca, etc, mas se você se permitir pensar por alguns minutos  sobre o assunto sem o julgar à priori, pode ser que  consiga olhar minhas colocações de uma maneira mais que humana, no sentido de buscar um sentido e consiga mudar seu olhar atual e ver algo novo a sua frente. Estamos no mesmo barco, e a jornada da vida fica mais agradável quando dividimos o que vai  lá no nosso mais profundo ser.
LúKhayyám
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