12 de setembro de 2009

SAMA

Viemos girando do nada, espalhando estrelas como pó.
As estrelas puseram-se em circo, nós ao centro dançamos com elas.
Como a pedra do moinho em torno de Deus, gira a roda do céu.
Segura um raio dessa roda e terás a mão decepada.
Girando e girando essa roda dissolve todo e qualquer apego.
Não estivesse apaixonada ela mesma evitaria... Basta!
Até quando há de seguir este giro. cada ato um giro desnorteado.
Mendigos circulam entre as mesas. Cães rondam um pedaço de carne.
O amante gira em torno de seu próprio coração.
Envergonhado de tanta beleza, gira ao redor de minha vergonha.

Vem! Ouve a música do Sama, Vem unir-te ao som dos tambores.
Aqui celebramos, somos todos a verdade. Em êxtase estamos.
Embriagados sim... mas de um vinho que não se colhe na videira.
O que quer pensem de nós, em nada parecerá o que somos.
Giramos e giramos em êxtase.
Essa é a noite do Sama, há luz agora... Luz, luz.
Eis o amor verdadeiro que diz a mente Adeus.
Esse é o dia do adeus, adeus, adeus.
Todo coração que arde nesta noite é amigo da música.
Ardendo por teus lábios. Meu coração transborda de minha boca.

Silêncio... Silêncio. És feito de pensamento, afeto e paixão.
O que resta é nada, além de carne e ossos.
Por que nos falam de templos de oração e de atos piedosos?
Somos o caçador e a caça, outono e primavera,
noite e dia, o visível e o invisível.
Somos o tesouro do espírito. Somos a Alma do mundo.
Livres do peso que vergasta o corpo.
Prisioneiros não somos do tempo, nem do espaço
e nem mesmo da terra que pisamos.
No amor fomos gerados...
No amor nascemos.

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